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Reeleito, Chávez modera discurso para reconquistar o apoio da classe média

Nova estratégia. Presidente pede união nacional após obter votação menor do que em outras eleições presidenciais; venezuelano telefona para o candidato derrotado Henrique Capriles e recebe de Dilma cumprimentos por um "processo democrático exemplar".

Eleito para um quarto mandato que o credencia a permanecer por 20 anos seguidos na presidência da Venezuela, Hugo Chávez adota um discurso destinado a recuperar uma fatia de milhões de votos que está deixando escapar para o lado da oposição. Embora tenha conquistado 55% dos votos - com 96,3% das urnas apuradas - o líder bolivariano prometeu, durante a comemoração da vitória, ser "um presidente melhor do que tem sido".

Chávez se comprometeu, no Balcão do Povo do Palácio de Miraflores, "estender as mãos e o coração aos milhões de venezuelanos que votaram na oposição", unir a Venezuela e "corrigir os erros" que reconheceu ter cometido nos 14 anos de governo.

"Problemas que atingem diretamente a classe média, como os apagões causados pela crise de energia no país, a falta de investimentos que emperra a criação de empregos, a criminalidade, a inflação e as falhas no sistema de saúde têm um alto custo eleitoral para o governo", explica ao Estado o cientista político Iván Miranda. "Chávez é um político hábil e sabe que tem de dar uma resposta a essas demandas."

Tema importante da campanha presidencial, a polarização do país acabou ganhando importância entre as preocupações dos venezuelanos e Chávez se esforça agora para mostrar-se um conciliador. "Creiam-me, acabo de manter uma conversa telefônica com (Henrique) Capriles. Acho que poderemos manter uma relação construtiva respeitando nossas diferenças", anunciou ontem Chávez em sua conta no Twitter.

No domingo à noite, em meio às expressões de decepção que tomaram conta dos membros da campanha de Capriles após o anúncio da vitória de Chávez, restou aos articuladores da aliança de partidos opositores Mesa da Unidade Democrática (MUD) celebrar os 44,3% de votos recebidos. A votação converteu Capriles, de 40 anos, no mais duro adversário do presidente nestes 14 anos. O carisma do jovem governador de Miranda para mobilizar a heterogênea frente eleitoral o credencia a liderar os opositores no próximo embate com o chavismo: as eleições para governadores marcadas para 16 de dezembro.

Na última eleição, em 2006, o presidente havia massacrado o representante da oposição, Manuel Rosales, que não passou dos 36% da votação. Nas eleições de 2000 e de 1998, a oposição nunca ameaçou o líder bolivariano. "Da eleição de 2006 para a de domingo, crescemos mais de 2 milhões de votos", disse à TV Globovisión o representante da MUD no Estado Bolívar, Freddy Vallera. "A distância continua diminuindo."

No Twitter, Chávez disse ter falado com líderes estrangeiros. "Há pouco conversei com nossa companheira presidente Dilma (Rousseff, do Brasil)... e (os) companheiros presidentes (da Rússia, Vladimir) Putin, (da Bielo-Rússia, Alexander) Lukachenko, (da Bolívia) Evo (Morales) e (do Equador) Rafael Correa."
A presidente Dilma classificou a terceira reeleição de Hugo Chávez à presidência da Venezuela como um "processo democrático exemplar". Segundo o Palácio do Planalto, a declaração foi dada em telefonema de 15 minutos, na tarde de ontem. A presidente disse ao venezuelano que o Brasil "está pronto a colaborar com o presidente para a construção de uma América mais justa e igualitária". O Brasil apoiou fortemente a entrada da Venezuela no Mercosul.
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