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Reunidos no Uruguai, empresários criticam Lei de Mídia argentina

Em Montevidéu, grupo pede fim das hostilidades a jornalistas e respeito à liberdade de expressão na Argentina
Os empresários de mídia da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), reunidos em Montevidéu, no Uruguai, decidiram enviar uma missão especial a Buenos Aires no dia 7 de dezembro - data que marca o fim do prazo para que os grupos de comunicação "adequem-se" à Lei de Mídia, que restringe a ação dos meios.

O Grupo Clarín conseguiu a suspensão temporária de alguns pontos da lei na Justiça. No entanto, o governo indica que a empresa não poderá prorrogar essa suspensão. "As calúnias contra o governo terminarão nesse dia", afirmou a presidente Cristina Kirchner, em recente discurso em rede nacional de TV.
Ontem, no encerramento de sua assembleia, a AIR fez um apelo para que o governo detenha "hostilidades e perseguição de jornalistas e meios de comunicação". No entanto, o tom da Casa Rosada é de guerra. Militantes kirchneristas prometem manifestações contra o Clarín no dia 7 de dezembro.
Rumores indicam que setores radicais pretendem invadir edifícios da empresa em defesa do governo. O Clarín é encarado como "inimigo mortal" pela presidente, que acusa a empresa de estar por trás de um "golpe de Estado cívico-midiático".

No dia 7 de dezembro, Cristina estará em Brasília para a reunião de cúpula de presidentes do Mercosul. Na ofensiva contra o Clarín - jornal crítico ao governo - a presidente conta com o respaldo de seu colega venezuelano, Hugo Chávez, do boliviano Evo Morales e do equatoriano Rafael Correa, que estarão presentes em Brasília.

Segundo a AIR, a Lei de Mídia enfraquece a liberdade de expressão e transgride direitos constitucionais. O presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero, disse ao Estado que a América do Sul não passava por um período de pressões tão intensas desde 2007, quando Chávez suspendeu a concessão do canal RCTV. Slaviero, que é vice-presidente do Comitê Permanente de Liberdade de Expressão da AIR, disse que a entidade pretende "dar um alerta" à região. "Tememos que isso se alastre por outros países."
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