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Governo prepara festa simbólica no dia em que Chávez tomaria posse

Com a presença de alguns chefes de Estado da América Latina, como o uruguaio, José Mujica, e o boliviano, Evo Morales, diversos cantores e modelos, milhares de venezuelanos participaram da posse simbólica do presidente Hugo Chávez, em frente ao Palácio Miraflores, em Caracas. Durante a celebração, que começou com uma gravação antiga da voz de Chávez cantando o hino nacional da Venezuela, o vice-presidente Nicolás Maduro exaltou o líder bolivariano e mandou recado à oposição:

- Se não querem aceitar a decisão do Tribunal Supremo de Justiça, estamos avaliando ações contundentes. Cuidado com suas palavras e ações. Cuidado se entrar em ações golpistas e desestabilizadoras - afirmou.

Segundo o vice, os caças Sukhoi, da Força Aérea, que sobrevoavam a manifestação, eram uma mensagem clara da união dos militares em torno do projeto político de Chávez.

- Há planos da ultradireita de buscar um morto, dois mortos, e encher o país de sangue. Dizem que vão fazer uma espécie de motim, sabotagem, incendiar as cidades. Alertamos a nossas forças de segurança a terem cuidado com a ação que vão tomar, por que eles (a oposição) estão buscando manchar a vida política e as vitórias que o nosso povo está conquistando todos os dias. Não podemos permitir - acrescentou.

Antes dos ataques à oposição, o vice-presidente não poupou elogios ao chefe de Estado e disse que "a independência e a união verdadeira do povo é uma das grandes conquistas de Chávez".

- Passaram-se 30 dias desde a operação do comandante e ele se encontra nesse momento em batalha e nós dizemos daqui: comandante, tranquilo, continue sua batalha que aqui tem um governo bolivariano e um povo revolucionário respaldando-o - afirmou Maduro.

O vice-presidente voltou a criticar os rumores sobre a saúde de Chávez que se multiplicaram nas redes sociais nos últimos dias:

- Se pretende manipular e aproveitar de forma oportunista as circunstâncias da saúde do presidente para desestabilizar a nossa pátria. (...) Nós estamos livres de aspirações pessoais e politiqueiras, somos soldados e filhos leais de Chávez - acrescentou.

Em seu discurso, Maduro citou várias vezes o nome do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, a quem abraçou algumas vezes, tentando mostrar unidade entre os chavistas: - Dizem que Diosdado e eu estamos nos matando, mas nos matamos de amor pelo povo - ressaltou o vice-presidente. Segundo a oposição, os dois são rivais na disputa pela liderança.

Maduro reforçou na quarta-feira o pedido para que partidários demonstrassem apoio a Chávez no dia de hoje - data na qual seria a posse do novo mandato do presidente, segundo a Constituição do país. O adiamento da cerimônia oficial foi confirmado pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que disse que entendia que a lei defende a continuidade de mandato no caso de Chávez.

Desde a manhã desta quinta-feira, dezenas de ônibus começaram a chegar nas imediações da Avenida Urdaneta para participar do ato de apoio ao presidente, internado em Cuba em estado grave, onde se recupera de sua quarta cirurgia contra um câncer. A mobilização se transformou em tragédia depois que dois veículos colidiram na estrada Lara-Zulia, deixando ao menos 11 mortos e 75 feridos, segundo o jornal espanhol "El País".

Durante a festa em Caracas, as ruas foram pintadas de amarelo, azul e vermelho, as cores da bandeira da Venezuela. As pessoas carregavam bonecos imitando Chávez e vestiram camisas com frases de apoio ao presidente. Enquanto dançavam e cantavam, um grupo de mulheres entoou: - Chávez, não se vá.
- Hoje todos somos Chávez - disse o animador Winston Vallenilla, que abriu o ato com a Miss Ivian Sarcos.

O ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que o presidente Chávez não está ausente na Venezuela, "já que ele entrou no coração do seu povo, da América Latina e do Caribe". - É nosso Chávez - disse.

O chanceler argentino, Héctor Timerman, expressou "apoio total e absoluto" da Argentina à decisão do povo venezuelano. De acordo com ele, a presidente Cristina Kirchner viajou a Cuba para visitar Chávez. O ministro equatoriano Ricardo Patiño, também presente ao evento, destacou as vitórias eleitorais do chavismo, que "representam o respaldo do povo ao projeto socialista". O Brasil não enviou representante.

A oposição negou rumores de fragmentação entre o governador de Miranda, Henrique Capriles, e a Mesa da Unidade Democrática (MUD). Os deputados do Bloco Parlamentar da Alternativa Democrática anunciaram a convocação de um protesto para o dia 23, "em defesa da democracia e da Constituição".
- Somos um povo digno, pacífico e que não deseja se submeter aos intereses de outros países (...) Vamos reafirmar nas ruas da Venezuela nosso caráter democrático - disse a deputada Miriam de Montilla.

Carlos Vecchio, da MUD, disse que o ato será pacífico e reunirá "os descontentes com a crise política". Capriles, que havia sido criticado por não ter reagido de forma mais contundente à ruptura constitucional, tentou, no Twitter, minimizar a demonstração chavista:

"A maioria dos chefes de Estado não veio ao ato político do partido vermelho. Com os países que tivemos contato a resposta foi unânime! Respeitam a ordem constitucional e não se prestam a um ato político". Parte da oposição quer revogar a decisão no âmbito da OEA e do Mercosul. Nesta quinta-feira, a Sociedade Interamericana de Imprensa condenou a censura imposta à TV Globovisión por discutir artigos da Constituição do país..

Chávez continua em Cuba se recuperando de sua quarta cirurgia contra o câncer. O presidente venezuelano passou pelo procedimento com uma equipe de médicos em Havana, mas teve complicações pós-operatórias. Segundo o último comunicado sobre a saúde do líder, divulgado pelo governo, ele ainda se recupera de uma insuficiência respiratória causada por uma infecção. No entanto, permanece estável.
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