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Reunião entre AM e RR discute segurança de turistas na Venezuela

Cerca de 10 mil amazonenses escolhem Venezuela como destino de férias. Eles afirmam que sofreram constrangimentos durante visitas ao país.
A falta de segurança de turistas do Amazonas e Roraima na Venezuela foi alvo de debate, nesta segunda-feira (25), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM). O presidente do Legislativo estadual de Roraima (ALE-RR), Chico Guerra (PSDB), participou da reunião com políticos amazonenses. Dados apontam que os moradores dos dois estados do Norte do Brasil são os principais visitantes da Ilha de Margarita.

O presidente da ALEAM, Josué Neto, defende uma ação diplomática enérgica do governo brasileiro a fim de garantir a segurança dos turistas nacionais, que visitam aquele país. A insegurança principalmente diante dos casos de extorsão nas rodovias culminou com o assassinato do empresário Ernandes da Silva Gomes, de 51 anos, no dia 16 de fevereiro, quando voltava da Venezuela para Boa Vista, onde morava com a família.

O deputado estadual pelo Amazonas discutiu ainda com o colega roraimense os mecanismos que poderiam ser mais eficazes para assegurar os direitos internacionais dos turistas brasileiros que visitam o país vizinho. Josué lembrou que a Venezuela é um país amigo, membro do Mercado Comum do Sul (Mercosul), e que somente esse detalhe já deveria garantir aos brasileiros o direito de transitar no território venezuelano com amplas garantias.

O presidente relembrou que, aos turistas dos países que compõem o Mercosul, é garantido o direito de apresentar apenas a cédula de identidade nas viagens realizadas nos locais que formam o bloco. Não é preciso levar passaporte nem visto de entrada. O objetivo é justamente facilitar o trânsito de cidadãos para aprofundar a integração regional.

Porém na Venezuela o respeito a essas facilidades é mínimo, sendo o mais comum as fiscalizações 'excessivamente rigorosas', onde o objetivo é encontrar motivo para exigir propina dos turistas.

Destino turístico
Nas férias de início desse ano, aproximadamente 10 mil turistas brasileiros, a maioria do Amazonas procura a Venezuela como destino. A cada ano, aumentam os relatos de extorsão praticada pela Guarda Nacional e pelo Exército da Venezuela, que são responsáveis pelas vistorias nas chamadas 'alcabalas', ou postos de fiscalização rodoviários. As denúncias motivaram a criação do grupo 'Eu não viajo mais à Venezuela', que reúne mais de três mil membros na rede social Facebook.

Os relatos sobre as revistas e supostos casos de extorsão sofridos por turistas amazonenses na estrada, a caminho de Margarita, chegaram ao conhecimento da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), sendo denunciados pelo deputado estadual Marcos Rotta (PMDB). Rotta acionou o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, pedindo providências a respeito do problema.

Em junho de 2012, após a CDC solicitar as providências a respeito dos supostos constrangimentos sofridos pelos turistas brasileiros na Venezuela, o Ministério das Relações Exteriores informou ter acionado a Embaixada do Brasil, em Caracas, para adotar medidas urgentes para solucionar o problema.

Além da Embaixada, o ministério comunicou ainda que o Consulado-Geral em Caracas, o Consulado em Ciudad, Guyana, e o Vice-Consulado, em Puerto Ayacucho e em Santa Elena de Uairén, foram instruídos a realizar gestões junto às autoridades locais, "com vistas a solucionar problemas de extorsão a brasileiros denunciados nas regiões de Puerto La Cruz e El Tigre".
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