Curta a Nossa
FANPAGE
REVISTA MERCOSUL
For Export
Visitas: 2.615.813 | Email: info@ccmercosul.org.br | Telefone: +55 (11) 5524-6370

FIQUE POR DENTRO


Não há risco jurídico no Brasil, diz Dilma em NY

A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista coletiva que não existe risco jurídico no Brasil, respondendo a investidores que alegam excessiva intervenção governamental. Ela também abriu uma brecha para a reconciliação com os Estados Unidos após as denúncias de espionagem cibernética, mas negou-se a comentar o acordo da Telefónica para adquirir o controle da Telecom Italia, bem como seus desdobramentos no mercado brasileiro de telefonia móvel.
Dilma foi à sede do Goldman Sachs, perto das antigas Torres Gêmeas, para discursar num evento promovido pelo banco americano sobre oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil.

"Se tem um país que respeita contrato é o Brasil. E disso nós nos orgulhamos. Eu acho que já vai fazer mais de 20 anos que o Brasil tem essa prática de respeito ao contrato. Eu te diria que risco jurídico no Brasil, ele não existe. Nós somos um País que tem tido uma atitude extremamente correta no que se refere (a isso). Está escrito, foi assinado por autoridade brasileira, é uma questão de Estado, não de governo. Não interessa o novo governo. O governo que segue tem que cumprir. Isso é respeitar contrato."

Ela aproveitou a entrevista para fazer um balanço da viagem aos EUA. Dilma disse que a relação entre o Brasil e os EUA é estratégica para os dois países, mas também questionou como Edward Snowden teve acesso tão fácil a documentos sensíveis sobre o Brasil nos cerca de quatro meses em que trabalhou como terceirizado para a Agência Nacional de Segurança, a NSA. "Essa é a pergunta que terá de ser esclarecida, não é só para o Brasil, é para vários países. Agora, acredito que a relação estratégica do País ultrapassa isso. Acho que é isso que eu e o presidente (Barack) Obama queremos. Agora há de se construir as condições".

O Brasil baseará qualquer proposta internacional para regulamentação da internet na lei do Marco Civil, disse Dilma. "Não estamos pedido que a ONU controle a internet. Não concordamos com esse tipo de controle. Estamos dizendo: ONU, preserve a segurança, não deixe que a nova guerra se dê no mundo cibernético".

Sobre a reunião na noite de terça-feira com o presidente da Telefónica, César Alierta, ela disse apenas que foram discutidos investimentos que a empresa está fazendo no Brasil. Em relação às críticas de autoridades brasileiras contra uma possível concentração excessiva no mercado de telefonia, Dilma disse que a questão é da alçada do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "O Cade é que tem que se manifestar e não a Anatel nesse caso".
Segundo a presidente, o Brasil conseguiu nesta última década acelerar seu crescimento e aumentar a inclusão social, numa primeira fase de expansão econômica, e que agora a segunda fase envolve melhorar a produtividade. "Ela será condição para a gente continuar a crescer e incluir. Ela também é pré-condição para nos tornamos um país de média e alta renda". Como parte dessa nova estratégia, ela citou também os planos do governo para ampliar o acesso à internet de banda larga e a decisão do Congresso de destinar a receita da pré-sal para educação e saúde."Esses dois elementos, um de infraestrutura e outro na área de educação, constituem o nosso passaporte também para o futuro".

Dilma aceitou o convite feito pelo ex-presidente Bill Clinton, numa reunião na segunda, para participar de um evento no Brasil promovido por sua ONG, a Global Initiative. Sobre a reunião com Cristina Kirchner, também na segunda, Dilma disse que envolveu a discussão de uma agenda para o Mercosul nos próximos meses, inclusive a negociação de relações comerciais com a União Europeia.
Câmara de Comércio do Mercosul e Américas
+55 (11) 5524-6370 | info@ccmercosul.org.br
Agência WebSide