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Acordo entre Mercosul e UE tiraria Brasil do isolamento comercial, diz Fiesp

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) considerou nesta quarta-feira que um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia é necessário para que o país saia da situação de "isolamento comercial" na qual se encontra.

Foi o que disse o presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, Rubens Barbosa, após um encontro realizado em São Paulo com os embaixadores dos diferentes países da União Europeia no Brasil para analisar o tema.

"Negociar com a União Europeia não será fácil, é algo que vai demorar, mas, do ponto de vista do setor privado, significa sair do isolamento no qual nos encontramos nos últimos 12 anos", comentou Barbosa.

De acordo com o presidente do Coscex, ao contrário de outros países da região, como México e Chile, que têm vários tratados de livre-comércio, o Brasil assinou apenas três acordos comerciais, com Israel, Egito e Palestina, em pouco mais de uma década.

Para a Fiesp, o acordo com a UE representaria para o país "um grande estímulo na estratégia de integração nas cadeias globais de valor", o que permitiria "reduzir as tarifas" e "fomentar os investimentos recíprocos e as transações de serviços".

"É importante que a negociação avance" acrescentou Barbosa, que manifestou sua rejeição à ideia de que as negociações fiquem "novamente estagnadas porque um ou dois países não querem participar".

Por sua vez, a chefe da delegação da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias, destacou que os dois blocos atravessam neste momento a parte mais sensível da negociação e disse que acredita que até o final do ano serão apresentadas ofertas melhoradas de abertura.

Ana Paula também mencionou as diferenças internas do Mercosul e considerou que Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela têm que "encontrar seu próprio caminho e verificar qual é a melhor oferta que podem fazer".

A UE e o Mercosul retomaram em maio de 2010, em Madri, as negociações de um ambicioso acordo de associação baseado na cooperação, no diálogo político e na liberalização comercial. As conversas foram iniciadas em 1999, mas foram suspensas em 2004 diante da falta de avanços.

Desde então, as duas partes realizaram nove rodadas de negociação centradas em regras comerciais, mas sem entrar na questão do acesso aos mercados. A dificuldade na troca de ofertas se deve a que o Mercosul exige uma maior abertura da UE para seus produtos agrícolas, e os europeus querem um maior acesso na América do Sul para seus produtos industriais.
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