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Dilma quer troca de ofertas entre Mercosul e União Europeia em janeiro

Com a presença do presidente da França, François Hollande, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (13), em São Paulo, que espera que a troca de ofertas entre os blocos econômicos Mercosul e União Europeia ocorra em janeiro de 2014. Os dois blocos devem apresentar propostas formais para a construção de um acordo livre de comércio em um encontro em Bruxelas, na Bélgica.
"Um futuro acordo contribuirá para a realização de um potencial ainda inexplorado de intercâmbio entre produtos e serviços. O Brasil e o Mercosul já estão prontos para fazer a oferta comercial, esperamos que a troca de ofertas se realize em janeiro", disse a presidente, em encontro com empresários brasileiros e franceses na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Segundo a presidente, outro passo importante será a continudade das negociações no âmbito na Organização Mundial de Comércio (OMC). "Na conferência de Bali, realizamos progressos expressivos, sobretudo no que se refere ao acordo sobre facilitação de comércio e a declaração sobre eliminação de subsídios agrícolas."

A principal dificuldade nas negociações para a livre troca comercial entre os dois blocos regionais é a área de produtos agrícolas. Para proteger a produção rural francesa, a França adota uma política de taxação elevada de produtos agrícolas estrangeiros.
Opção segura de investimento
Durante o encontro com o presidente francês, a presidente Dilma garantiu que o Brasil é e continuará sendo uma opção segura e atraente para investidores, citando o "nível baixo" do endividamento líquido do país - em torno de 35% do PIB - e a soma de suas reservas internacionais, que correspondem a US$ 376 bilhões.
Segundo a presidente, essa conjuntura permite que o governo mantenha seu compromisso com a estabilidade e o controle inflação, "que, aliás, fechará 2013 dentro da meta pelo décimo ano consecutivo".
"Mantemos rigorosa disciplina fiscal e estamos também empenhados em melhorar a qualidade do gasto público. Estamos, aliás, entre os três países do G20 com resultados positivos em termos de superávit primário neste ano", afirmou.
A presidente aproveitou a presença de representantes de empresas francesas que já atuam no mercado brasileiro a investirem ainda mais nos dois países. "Quero especialmente estimular empresas francesas a ampliarem seus investimentos no Brasil. Ganharemos todos."
Crise e solução
Sobre a crise econômica dos últimos anos, que atingiu os mercados mundiais, seus efeitos serão superados somente com medidas de estímulo que promovam a geração de empregos, incrementem os salários e fomentem o comércio internacional em bases equilibradas e em benefícios de todos os países, de acordo com a presidente.
“Assim, como o parceiro francês, o governo brasileiro está firmemente comprometido com esses objetivos. É por essa razão que o Brasil tem sido um dos países que mais atraíram investimentos internacionais na última década”, disse, citando a terceira colocação da nação, depois de Estados Unidos e China-Hong Kong.
“A França está entre os parceiros que mais apostaram no Brasil, com um estoque de US$ 35 bilhões investidos. A presença de empresas francesas é muito importante para o Brasil e muitas delas são parceiras do governo brasileiro no desenvolvimento de projetos estratégicos para o país”, afirmou a presidente, lembrando da petroleira Total, que integra o consórcio vencedor da exploração do campo de Libra.
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