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Após longo impasse, Congresso paraguaio deve aprovar definitivamente a entrada da Venezuela no Mercosul

Após conseguir passar pelas comissões de Assuntos Constitucionais e de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do Paraguai, o protocolo para a entrada definitiva da Venezuela no Mercosul (Mercado Comum do Sul) deverá ser aprovado nesta quarta-feira (18) pelo parlamento paraguaio. Os senadores do país deram aval ao documento na semana passada, depois mantê-lo bloqueado desde 2006.

O acordo será analisado nesta quarta-feira (18) na sessão ordinária da Câmara dos Deputados, onde o Partido Colorado, que tem maioria no plenário, prevê aprová-lo definitivamente, disse à Efe o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Ramón Romero Roa.

— Temos maioria para acompanhar e aprovar.

A entrada da Venezuela, que já é parte do grupo e ostenta a presidência, foi aprovada por Brasil, Argentina e Uruguai em junho do ano passado, no mesmo dia em que os três países suspenderam o Paraguai pela "ruptura constitucional" que, segundo esses três governos, foi representada pelo impeachment do então presidente Fernando Lugo.

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O Paraguai não deu o sinal verde para a entrada da Venezuela, apesar de Lugo ter tentado incentivar sua aprovação em várias ocasiões durante seu mandato (2008-2012), antes de ser cassado e substituído pelo liberal Federico Franco, que era seu vice-presidente.

Enquanto durou a suspensão, que terminou com a posse do presidente Horacio Cartes (do Partido Colorado), no dia 15 de agosto, o Senado paraguaio chegou a votar e negar a adesão da Venezuela mais uma vez.

Quem mantém oposição à entrada da Venezuela no bloco é o Partido Liberal, maior legenda da oposição.

Por outro lado, Romero Roa enfatizou que ninguém pode obrigar o Paraguai a tomar decisões em um sentido ou outro.

— O presidente (Cartes) assumiu esta posição política e considerou mais prudente que as relações com países do Mercosul possam ser recuperadas, sobretudo tendo pendente temas econômicos importantes com a União Europeia.

A câmara prevê na ordem do dia da sessão de hoje abordar o protocolo e também a possível retirada da declaração de "persona non grata" emitida no ano passado contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, então chanceler, por uma suposta intromissão durante a crise pelo impeachment de Lugo.

A revogação da declaração já foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores, mas o plenário decidiu adiar seu debate para tratá-lo junto com o tema da entrada da Venezuela no Mercosul.
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