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Mercosul está ferido, diz Mujica

Montevidéu - O presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou em entrevista publicada nesta segunda-feira que o Mercosul está "ferido", mas ressaltou a importância do reingresso do Paraguai ao bloco formado também por Brasil, Argentina e Venezuela.

"Estamos feridos e vamos ter de rever o que funciona e o que não funciona e apontar os problemas com muita ênfase", afirmou Mujica em entrevista ao jornal "La República", ao se referir ao Mercosul, cuja cúpula presidencial prevista para fim de janeiro em Caracas foi adiada para a segunda quinzena de fevereiro por causa da agenda dos participantes.

Para o presidente uruguaio, "apesar de em alguns temas a integração ter sido afetada, em outros aspectos está enormemente fortificada".

"Ontem nos informaram que no mercado de laticínios nosso principal cliente é a Venezuela e o segundo o Brasil, o que também merece ser destacado como algo muito importante".

Ao ressaltar a importância do reingresso do Paraguai, suspenso em meados de 2012 devido à cassação do então presidente, Fernando Lugo, Mujica se mostrou esperançoso de que "a família (do Mercosul) fique onde tem que ficar".

"Sozinhos no mundo de hoje não vamos lugar algum. Temos que medir e nos dar conta da força que temos, mas também perceber a força que os outros têm", argumentou.

"Somente quando um se dá conta da força que tem o mundo desenvolvido, entende que tem que se juntar com os vizinhos. Isso é parte da confusão política que significa esta América", acrescentou.

Em relação ao parceiro com o qual Uruguai tem a relação mais complexa, Argentina, indicou que com os hermanos "tudo tem importância".

"Os vizinhos são fundamentais, às vezes são mais importantes que os parentes porque quando alguém tem problema sempre recorre ao vizinho que tem mais à mão", expressou.

E reforçou a necessidade de "fazer um esforço para tentar buscar acordos".

"Em algum momento teremos que regular e se não regulamos, os governos mudam e os povos ficam. Do povo argentino nem Deus vai nos separar", arrematou.

As declarações de Mujica foram dadas logo depois do anúncio do terceiro adiamento da cúpula de presidentes do Mercosul, que aconteceria em Caracas em dezembro, foi adiada para final de janeiro e novamente agora para a segunda quinzena de fevereiro por questões de agenda.

Em dezembro, depois de Venezuela e Paraguai normalizarem suas relações diplomáticas, os senadores paraguaios autorizaram a entrada do colega sulamericano.

No fim de semana passado o chanceler da Venezuela, Eladio Loizaga, disse que a próxima cúpula presidencial do Mercosul em Caracas será um "marco" e minimizou o impacto dos sucessivos adiamentos.
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