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NOTÍCIAS DA CÂMARA


Câmara coordena maquila Brasil - México - EUA

Visando introduzir no Brasil o conceito de maquiladora existente no México e, visando aproveitar o enorme potencial de negócios feitos por intermédio desse tipo de empresa, a Câmara de Comércio do Mercosul e Américas está coordenando contatos e contratos entre maquiladoras mexicanas e diversas indústrias brasileiras, para atender os mercados do México e dos Estados Unidos, além do Canadá.

Nesse sentido a Câmara do Mercosul já firmou o primeiro acordo com uma maquiladora localizada em Monterrey, especializada em montar equipamentos para serviços públicos como compactadoras de lixo, cestas aéreas, plataformas para reboque de veículos, varredoras de ruas, roll on roll off, ambulâncias, kits tapa-buracos e outros. Estes equipamentos, devido às suas características específicas, normalmente não têm poder de competição naqueles mercados. O frete e o custo Brasil inviabilizam grande parte dos negócios.

O Sócio Diretor da maquiladora já esteve no Brasil e visitou algumas das empresas fabricantes daqueles produtos, selecionadas pela Câmara. Como conseqüência, a entidade já está convocando as primeiras empresas brasileiras para discutirem seus contratos de negócios efetivos, já com os pedidos iniciais colocados e um programa de produção delineado.

Estima-se que, apenas com as quatro primeiras empresas convidadas, o potencial de negócios esteja na casa dos 50 milhões de dólares anuais.

O que são as maquiladoras

As primeiras maquiladoras foram autorizadas a funcionar, no México, no ano de 1965. Elas são empresas especiais, com legislação especial, que apenas montam produtos fabricados por terceiros. As maquiladoras tomaram muito impulso após a desvalorização do peso mexicano, em 1995, e se transformaram na peça principal da virada do comércio exterior mexicano, a partir da vigência do acordo do Nafta, com os Estados Unidos e o Canadá. É que os produtos das maquiladoras são considerados mexicanos e, assim, entram com vantagens impositivas naqueles países.

As maquiladoras importam as partes e peças de qualquer parte do mundo, onde esteja mais barato, montam os produtos e os comercializa. Assim, seus custos de produção são muito mais baixos que os da maioria dos países de origem dos fabricantes, devido também ao preço da mão de obra local. No caso da maquiladora conveniada com a Câmara, há a vantagem adicional de estar localizada em zona franca, o que lhe possibilita importar com isenção de impostos.

O potencial das maquiladoras

Só as maquiladoras exportam cerca de 80 bilhões de dólares por ano. Elas sozinhas, portanto, exportam tanto quanto o Brasil como um todo pretende exportar em 2004. Elas abastecem 98% do mercado americano de televisores e a grande maioria de equipamentos como fogão e outros eletrodomésticos.

Em 2003 o México teve um superávit de 35 bilhões de dólares em sua balança comercial com os Estados Unidos. Já com o resto do mundo, entretanto, teve um déficit de US$ 5 bilhões. Isso que dizer que o México importou US$ 40 bilhões a mais do que exportou para o resto do mundo. E a explicação para isso é o movimento de importação das maquiladoras, que têm um índice muito baixo de nacionalização.

Os empresários mais agressivos do mundo inteiro participam desse negócio, principalmente os asiáticos. Em torno dele giram cerca de 3.500 maquiladoras e várias centenas de empresas prestadoras de serviços e advogados das mais diversas especialidades. Os empresários brasileiros até então estiveram alheios a toda esta movimentação internacional e começam a tomar conhecimento do fenômeno agora, através desta iniciativa da Câmara de Comércio do Mercosul e Américas.
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